terça-feira, 18 de junho de 2019

[784] The Intercept Brasil e O CALVÁRIO DE MORO: UMA TEMPESTADE EM COPO D'ÁGUA, segundo FHC. Reportagem ISTO É.

"As conversas de MORO com DALLAGNOL divulgadas pelo site lgbtista-socialista-petista The Intercept Brasil em 09jun2019 são tão graves quanto as da Madre Tereza de Calcutá com o Papa João Paulo II em 1986".

Ronald Almeida


[O site socialista-petista The Intercept Brasil e] 
O CALVÁRIO DE MORO
[13jun2019]

Os diálogos revelados até agora não evidenciam crime ou ilegalidade de fato. Não há plantações de provas, nem desrespeito ao devido processo legal.

Fonte: revista ISTO É; Sérgio Pardellas; 13/06/19 - 19h00 - Atualizado em 14/06/19 - 16h54
Acesso RAS 2019-06-18

A divulgação de conversas privadas com procuradores da Lava Jato expõe o ministro da Justiça, SÉRGIO MORO. Por ora, no entanto, há muita espuma em torno do caso e um desejo irrefreável de setores do judiciário de desmoralizar a Lava Jato e criar um ambiente favorável à soltura de LULA.


HACKERS À SOLTA O procurador Deltan Dallagnol (à esq.) e o ex-juiz Sergio Moro (à dir.) tiveram o sigilo de conversas quebrado: por enquanto é o que há de ilegal (Crédito: FELIPE RAU)

Os diálogos revelados, na última semana, pelo site The Intercept Brasil sacudiram a República por envolverem o suprassumo da operação Lava Jato, em especial, o ministro da Justiça, SERGIO MORO – ex-juiz até então acima de qualquer suspeita e elevado à condição de herói nacional depois de mandar para a cadeia empresários e políticos poderosos.

A reportagem, no entanto, deixa uma série de fios desencapados expostos. A origem do material, obtido provavelmente de forma ilícita, a maneira como foi divulgado e por quem – um jornalista que jamais escondeu ser partidário da causa lulista – abrem margem para dúvidas.

Divulgada a íntegra, observou-se que algumas trocas de mensagens foram descontextualizadas na edição. Ainda há, portanto, uma nuvem de mistérios e contradições a pairar sobre o caso ao qual se pretende dar ares de escândalo.

Algo, no entanto, já é possível depreender das conversas até agora reveladas: como a figura mitológica Antígona que enterrou o irmão à revelia do rei, o ex-juiz SERGIO MORO parece ter admitido, movido pelo dever, flexibilizar os limites das normas que regem o convívio dos magistrados com os procuradores.


CHAMA O VAR Em meio à polêmica dos vazamentos, Bolsonaro e Moro foram ao jogo do Flamengo, na quarta-feira 12, em Brasília: aplausos da torcida (Crédito:DIDA SAMPAIO)

Aparentemente, o juiz entendeu que, para desmantelar quadrilhas, enjaular empreiteiros e apanhar os mais altos hierarcas do País, não bastaria agir candidamente, sob pena de perder a batalha para criminosos donos de conhecidos tentáculos no Judiciário, Executivo e Legislativo.

A julgar pelos efusivos aplausos recebidos pelo magistrado durante o jogo do Flamengo, em Brasília, na quarta-feira 12, a sociedade nutre semelhante compreensão. Por isso, ao fim e ao cabo, fatalmente SERGIO MORO tende a ser absolvido no tribunal do povo. Ocorre que o desenlace do rumoroso episódio não constituirá um referendo popular.

E essa é a nossa tragédia grega: é possível condenar um juiz que pode ter colocado a ética da convicção acima da ética da responsabilidade, de que falava o sociólogo Max Weber, na hora de enviar para trás das grades corruptos – muitas vezes confessos – flagrados no maior assalto aos cofres públicos da história recente do Brasil?

Uma coisa é certa: existe um desejo incontido de setores do Judiciário para anular os processos da Lava Jato. Os que sempre acalentaram o sonho de desmoralizar a operação, mas receavam virar alvo de críticas, agora rasgaram de vez a fantasia. A campanha está aberta.

Será preciso mais do que mera vontade para desacreditá-la. Os diálogos revelados até agora não evidenciam crime ou ilegalidade de fato. Não há plantações de provas, nem desrespeito ao devido processo legal. As conversas sugerem que MORO instruía procuradores da Lava Jato.

Mostram uma proximidade na relação com integrantes do Ministério Público Federal por meio da qual o julgador não só orientava como cooperava com o acusador. Em trechos dos diálogos, MORO aconselhou o procurador que trocasse a ordem de fases da Lava Jato, cobrou agilidade em novas operações, deu conselhos e pistas informais.

“Talvez fosse o caso de inverter a ordem das duas planejadas”, sugeriu MORO a DELTAN DALLAGNOL, falando sobre fases da investigação. “Não é muito tempo sem operação?”, questionou o atual ministro da Justiça, após um mês sem que a força-tarefa fosse às ruas. “Não pode cometer esse tipo de erro agora”, repreendeu, se referindo ao que considerou uma falha da Polícia Federal.

Em outra conversa, DALLAGNOL relata a MORO que o ministro do STF LUIZ FUX garantiu que a Lava Jato poderia contar com ele. Ao que o ex-juiz respondeu: “In FUX we trust”. Trata-se de um desvio ético capaz de fazer com que MORO perca a presunção da infalibilidade? Decerto. Não se verifica, porém, antecipação do juízo de mérito de processos pelo juiz.

Também não são tratadas questões relativas à culpa de acusados. Ademais, nada do que fora divulgado é muito diferente do que acontece nos corredores e gabinetes do poder Judiciário, não raro à luz do sol.

Como bem lembrou a deputada estadual JANAÍNA PASCHOAL “em um país em que parentes de ministros advogam nos tribunais superiores, a nata da advocacia criminal faz jantar em homenagem ao presidente da Corte que julgará suas causas, em que o magistrado da causa oferece festa de aniversário para a parte e um ex-ministro de Estado se refere a um ministro do STF (GILMAR MENDES) como “nosso advogado” e ninguém se considera suspeito, parece piada querer fazer um carnaval por causa de três frases em um grupo de whatsapp”.

O ex-presidente FERNANDO HENRIQUE CARDOSO fez coro: “O vazamento de mensagens entre juiz e promotor da Lava-Jato mais parece tempestade em copo d’água”, disse. A maioria dos juristas segue a mesma linha. Entende que a proximidade entre procuradores e juízes é normal no Brasil — ainda que possa ser considerado imoral e viole o código de ética dos magistrados.

OS DIÁLOGOS

O site Intercept Brasil publicou, no domingo 09jun2019, uma série de diálogos entre integrantes da força-tarefa do Ministério Público Federal do Paraná com o então juiz SERGIO MORO. Neles, o atual ministro da Justiça aparece orientando o trabalho dos procuradores em investigações:

CAIU NO FLA-FLU POLÍTICO

Há farta hipocrisia – e, sobretudo, muita torcida, típica do apaixonado Fla-Flu político dos nossos tempos – a embalar as análises do caso. É uma quimera achar que o episódio irá mudar as maneiras como se dão as relações na República. Teríamos de implodi-la ou promover o regresso a 1889, quando, segundo MONTEIRO LOBATO, o povo chorou envergonhado pelo que perdera. “Tinha parlamento. Tem antessalas de fâmulos. Tinha justiça. Tem cambalachos de toga”.

O ministro do STF, LUIS ROBERTO BARROSO, um dos que em geral costumam honrar a vestimenta, alertou que é preciso cuidado para o crime não compensar. “Tenho dificuldade de entender um pouco essa euforia que há em torno disso. A corrupção existiu. Todo mundo sabe, no caso da Lava-Jato, que as diretorias da Petrobras foram loteadas entre partidos com metas percentuais de desvios. Isso é um fato demonstrado, tem confissão, devolução de dinheiro…”.


ATAQUES À LAVA JATO

O brasileiro costuma ter memória curta, mas não se pode apagar da lembrança que a Lava Jato, apesar de ter promovido a maior depuração moral dos últimos tempos, em cinco anos de existência viveu sob ataque constante por ter investigado, processado e punido aqueles que sempre se consideraram intocáveis.

Tentou-se, inclusive, proibir por lei delações premiadas de presos, ao arrepio do princípio constitucional. Não é de se espantar, portanto, que para anular a operação queiram dar aura de ilegalidade a algo que não se revelou, até agora, fora da lei.

A rigor, ilegais, foram a violação das conversas entre o então juiz e os procuradores. Não por acaso é justamente sobre esse aspecto que SERGIO MORO se atém: “O fato relevante é a invasão por um grupo criminoso de celulares de magistrados, procuradores e jornalistas, com a posterior divulgação indevida”, afirmou MORO na semana passada à ISTO É.

Considerando o caráter sigiloso da comunicação entre autoridades públicas, a pena para casos dessa natureza é de reclusão de seis meses a dois anos.


O crime é de ação penal pública. “A corrupção sofre um verdadeiro golpe depois de décadas. Tais mensagens só poderiam ser obtidas licitamente por força de decisão judicial em inquérito ou processo criminal, tendo em vista a proteção da intimidade e da inviolabilidade das comunicações, em consonância com a interpretação sistemática do disposto em vários diplomas legais, a começar pela Constituição Federal”, afirmou MODESTO CARVALHOSA. Ou seja, o hackeamento de celulares é crime gravíssimo que expõe a todos e viola direitos básicos do cidadão.


Para a Polícia Federal, houve “ataque orquestrado”. Conforme ISTOÉ apurou junto à PF, provavelmente DELTAN DALLAGNOL foi vítima de uma técnica maliciosa chamada phishing, no momento em que ele atendeu ao telefone em uma ligação advinda de seu próprio número.

A partir disso, os hackers teriam conseguido clonar o celular do procurador e invadir o aplicativo Telegram. A situação não é inédita. Agentes da PF admitiram que integrantes da Lava Jato no Rio de Janeiro e Paraná já haviam sofrido tentativas de invasões no ano passado. A própria juíza GABRIELA HARDT, substituta de MORO num dos processos de LULA, teve o telefone hackeado. A mando de quem? Com que interesse?


Fonte: Isto É.

Sob essa nova atmosfera, o STF vai julgar no dia 25 um pedido de suspeição do ex-juiz SERGIO MORO feito pela defesa do ex-presidente. O pedido havia sido rejeitado em diversas instâncias da Justiça. As conversas reveladas pelo site Intercept, mesmo não fazendo parte da ação julgada, certamente pesarão sobre a decisão dos ministros.

A dúvida é se o presidente do tribunal, DIAS TOFFOLI, e o ministro ALEXANDRE DE MORAES toparão julgar com base em provas recolhidas ilegalmente, uma vez que eles próprios são os idealizadores de uma ação do Supremo contra a atuação de hackers nas redes sociais.

O artigo 5.º da Constituição é cristalino: “são inadmissíveis, no processo, as provas obtidas por meios ilícitos”. Outros setores do STF e advogados de defesa de LULA se assanham. O ministro RICARDO LEWANDOWSKI já antecipou o entendimento pela suspensão de todas as penas aplicadas pelo TRF-4, além de admitir uma espécie de habeas corpus coletivo. Imagina a festa.

Os advogados do ex-presidente foram ao êxtase, sem remédio. Correram para encontrar o petista na cadeia. A eles, LULA teria revelado surpresa com o grau de “promiscuidade” que marcava o relacionamento do seu julgador com o chefe dos acusadores da Lava Jato. Logo o petista que pintou e bordou no submundo do poder, com o beneplácito de ministros companheiros, para obter vantagens para si e para os seus. Para o lamento do ex-presidente, não há nas manifestações do ex-juiz e do procurador material capaz de transformar culpados em inocentes.

A decisão do Conselho Nacional de Justiça de não seguir em frente com um pedido de investigação sobre MORO, sob o argumento de que ele não é mais juiz, afasta qualquer possibilidade de punição na esfera jurídica. O mesmo não se pode dizer das conseqüências políticas. O Congresso fala em CPI e obstrução de pauta. O Senado desengavetou o projeto de abuso de autoridade.

Fonte: Isto É.


Fonte: Isto É.

A decisão do Conselho Nacional de Justiça de não seguir em frente com um pedido de investigação sobre MORO, sob o argumento de que ele não é mais juiz, afasta qualquer possibilidade de punição na esfera jurídica. O mesmo não se pode dizer das conseqüências políticas. O Congresso fala em CPI e obstrução de pauta. O Senado desengavetou o projeto de abuso de autoridade.

E AGORA? O ministro Sergio Moro mostrou-se apreensivo: não haverá implicações jurídicas, mas futuro político pode ser comprometido (Crédito:Jorge William / Agência O Globo) Fonte: Isto É.

Reservadamente, o meio jurídico avalia como pule de 10 que a pretensão do ministro de conquistar um assento no Supremo restou prejudicada. “Sergio Moro está morto”, comemorou na última semana, segundo apurou ISTOÉ, o comissariado petista.

Convém cuidado com o vaticínio, sobretudo se o próprio ex-juiz concordar com ele. Foi o que escritor russo ALEKSANDR SOLJENÍTSIN (1918-2008) disse para si mesmo – de acordo com o primeiro volume de “Arquipélago Gulag” –, quando apanhado em 1945 pela polícia secreta soviética. “A partir de agora, sou um homem morto”. Ao pensar assim, na verdade, um homem está salvo e mais vivo do que nunca – pois não há nada mais a perder ou temer. Depois de lutar solitária e bravamente contra o portentoso império, SOLJENÍTSIN conquistou o Nobel em 1970 e acabou aclamado como um dos maiores literatos do nosso tempo.

Colaborou Wilson Lima

Fonte: Isto É.

[The Intercept Brasil, nº. 1]

“MORO PODE TER VIOLADO REGRAS ÉTICAS”
Por ANDRÉ VARGAS

Fundador e um dos editores do site The Intercept Brasil, o americano GLENN GREENWALD (52) é ganhador do prêmio Pulitzer de 2014 pela revelação do programa secreto de vigilância eletrônica global dos EUA. Ele explicou o que levou sua equipe a publicar as conversas. Também ouvimos LEANDRO DEMORI, editor executivo do site e o outro responsável pelo que já é conhecido como o ESCÂNDALO VAZA JATO.

O jornalista Glenn Greenwald diz que, apesar das ameaças, ele e sua família não vão deixar o Brasil – GETTY IMAGES NORTH AMERICA/AFP/Arquivos] Fonte: Isto É.


[1] MORO E OS PROCURADORES FEDERAIS COMETERAM CRIMES?
Não dissemos que o juiz nem os procuradores cometeram crimes. Nossas reportagens até agora mostraram que MORO pode ter violado regras éticas claras ao interagir com eles nos casos em que parecia julgar de forma neutra. Ele e DELTAN DALLAGNOL, ao afirmarem que não havia um ambiente de colaboração mútua, não estavam sendo verdadeiros. DELTAN e outros procuradores da Lava Jato também afirmaram apartidarismo, mas entre eles, queriam que o PT perdesse a eleição e estavam dispostos a tomar medidas para tanto. A força-tarefa tinha sérias dúvidas sobre o caso contra LULA, enquanto diziam ao público que as evidências de sua culpa eram inegáveis.

[2] A REVELAÇÃO PARCIAL DAS CONVERSAS NÃO INDICARIA DIRECIONAMENTO?
Se publicássemos tudo, seríamos acusados de irresponsabilidade e de invasão de privacidade. Se publicássemos apenas as exceções, diriam que tiramos o material do contexto. Selecionamos trechos contextualizados e nada distorcidos.

[3] A LAVA JATO DEVERIA SER REVISTA?
Acreditamos que expor irregularidades e impropriedades de procuradores e juízes não enfraquece, mas fortalece a luta contra a corrupção.

[4] O INTERCEPT BRASIL ESTÁ PREPARADO PARA UMA GUERRA JURÍDICA?
Temos uma equipe de excelentes advogados no Brasil e nos EUA, mas não esperamos que nenhuma guerra jurídica, já que a lei e a Constituição são claras. Garantem uma imprensa livre e o direito de reportar e revelar assuntos de interesse público sem a interferência do governo, que é o que estamos fazendo.

[5] VOCÊS PODEM TER EQUIPAMENTOS E DISPOSITIVOS APREENDIDOS. O SIGILO DO DENUNCIANTE ESTÁ GARANTIDO?
Temos especialistas em segurança digital e assumimos nossa responsabilidade de proteger nossas fontes com muita seriedade. Deixamos claro, como qualquer meio de comunicação deve, que nenhuma fonte pode ter garantia de proteção absoluta. Quem fornece documentos secretos de interesse público está sempre assumindo algum risco. Mas nós tomamos todas as medidas possíveis para cumprir nossa obrigação.


LEANDRO DEMORI; Divulgação; Fonte: Isto É.

[The Intercept Brasil, nº. 2]

“O PÚBLICO MERECE SABER”

Se houver alguma represália legal contra o site The Intercept Brasil, quem assumirá a briga é LEANDRO DEMORI, seu editor executivo. Ele acredita que fez o certo

[6] O QUE POLUI PARTE DA DENÚNCIA É O DEBATE SOBRE O POSICIONAMENTO IDEOLÓGICO DO SITE. COMO VOCÊS LIDAM COM A QUESTÃO?
Não temos problema nenhum com isso. O site vê o mundo a partir de uma posição política. Não acreditamos em isenção jornalística e neutralidade absoluta. A diferença entre nós e a imprensa corporativa, que se diz neutra, é que reconhecemos que não somos. O Intercept Brasil é um site progressista, sim. Tendemos a botar os poderosos na linha não tememos publicar matérias sobre as relações entre poder público e a iniciativa privada. Jamais nos escondemos atrás de uma suposta neutralidade.

[7] COMO FOI A DISCUSSÃO SOBRE A PUBLICAÇÃO DO MATERIAL?
Foi simples. Qualquer veículo que recebesse o que nós recebemos e não publicasse após análise não estaria fazendo jornalismo. O conteúdo é exclusivo e de interesse público, podendo mudar a história do País. Por isso, o público merece saber como atuou a maior operação anticorrupção do Brasil.
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AVISO AOS NAVEGANTES! Internet civilizada:
NOTAS DO EDITOR do Blog Ronald.Arquiteto e do Facebook Ronald Almeida Silva:

[1] As palavras e números entre [colchetes]; os destaques sublinhados, em negrito e amarelo bem como nomes próprios em CAIXA ALTA e a numeração de parágrafos – se presentes nos textos ora publicados - NÃO CONSTAM da edição original deste documento (mensagem, artigo; pesquisa; monografia; dissertação; tese ou reportagem). Os mencionados adendos ortográficos foram acrescidos meramente com intuito pedagógico de facilitar a leitura, a compreensão e a captação mnemônica dos fatos mais relevantes da mensagem por um espectro mais amplo de leitores de diferentes formações, sem prejuízo do conteúdo cujo texto está transcrito na íntegra, conforme a versão original.

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RONALD DE ALMEIDA SILVA
Rio de Janeiro, RJ, 02jun1947; reside em São Luís, MA, Brasil desde 1976.
Arquiteto Urbanista FAU-UFRJ 1972 / Registro profissional CAU-BR A.107.150-5
Blog Ronald.Arquiteto (ronalddealmeidasilva.blogspot.com)
Facebook ronaldealmeida.silva.1

quarta-feira, 15 de maio de 2019

[783] USA PORTS: BLUE TECH: Joshua Berger of [the State of] Washington's ‘MARITIME BLUE INITIATIVE 2050’ in the Pacific Northwest.



PAÍSES INTELIGENTES TEM DIRIGENTES E SOCIEDADES INTELIGENTES E EMPRESÁRIOS COMPETENTES QUE PROMOVEM O DESENVOLVIMENTO CONSTANTE PLANEJANDO ESTRATÉGIAS E METAS DE LONGO PRAZO:

Ronald Almeida, 2015-05-15
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O caso do Estado de Washington e sua estratégia de desenvolvimento da INDÚSTRIA PORTUÁRIA e do COMÉRCIO MARÍTIMO até 2050 (período de 31 anos à partir de 2019) no Oceano Pacífico litoral Noroeste dos EUA.
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Atualmente essas atividades econômicas ocupam 100.000 empregos diretos e 200.000 indiretos e geram receitas anuais de US$ 37 bilhões de dólares.

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BLUE TECH: Joshua Berger of [the State of] Washington's ‘MARITIME BLUE INITIATIVE 2050’ in the Pacific Northwest.
[01may2019]

Ø THE 6 F APPROACH: The scope of work of WA Maritime Blue is six fold…. We call them the 6 F’s: FOCUS, FORUMS, FORWARD, FORCE, FINANCE, and FACILITY.

The ULCV CMA CGM Benjamin Franklin at Port of Seattle, 2018

Source: THE MARITIME EXECUTIVE; BY DAVID HUME 2019-05-01 14:08:34
Access RAS 2019-05-15

In early 2019, Washington State Governor (and presidential candidate) JAY INSLEE launched THE MARITIME BLUE 2050 INITIATIVE, the first program of its kind in the U.S. to bolster innovations in the maritime sector that create living-wage jobs, protect the environment and ensure long-term sustainability for the industry.

The initiative is meant to build on Washington’s strengths as a global leader in maritime technology innovation and best practices.

JOSHUA BERGER, the governor’s Maritime Sector Lead, laid much of the groundwork leading up the launch of this initiative. Read his answers to my questions about Maritime Blue below.

[1] What is unique about the Pacific Northwest that led to the creation of Maritime Blue?  

Washington State is unique.
a)     We are in the Pacific Northwest which sometimes feels removed from other maritime regions.
b)    Therefore, the state’s maritime industry is incredibly diverse and interdependent.
c)     Washington’s maritime industry contributes over $37 billion to our state’s economy, employing nearly 100,000 direct jobs and impacting over 200,000 more, making it the most trade dependent state in the US.
d)    We design and build world class vessels, operate the largest ferry system in the US, are home to the fastest growing cruise industry, and serve as a world class boating destination.
e)     We have a $10 billion fishing industry, a robust supply chain, service industry, and world class research institutions working on everything from underwater robotics to novel energy storage technologies.
f)      Combine this work with a rapidly growing tech industry driven by groups like Microsoft and Amazon, high amounts of capital looking for investments, a strong environmental conservation ethic, and a culture of collaboration.
g)     Washington is primed to become a leader in maritime innovation.

The release of Washington State’s Strategy for the Blue Economy with Governor Inslee and his Maritime Innovation Advisory Council


[2] What are the essential elements that brought Maritime Blue to fruition?

Ø This has truly been a public and private partnership from the beginning. Having previously worked to stand up a statewide trade association for the breadth of the industry, one of the key goals was to better tell their story of environmental leadership. In my current role, my job is to be the liaison between industry interests and state government.  It’s a unique role: I serve as a policy advisor specific to my sector as well as lead strategic economic development goals.
Ø When we began the process to develop a plan to accelerate the Blue Economy here in Washington, the governor called together a Maritime Innovation Advisory Council made up of state and local government leaders, industry executives, leaders from research institutions, organized labor, tribes, workforce development, and community groups.
Ø We built consensus on the goals and recommendations outlined in the strategy and we maintain that diverse leadership as we now shift towards implementation.

[3] How did you build trust with industry or other key stakeholders?

Ø To be honest, it took years.  When my role was first established by Governor Inslee in 2013 a former Port of Seattle Executive, Steve Sewell, was appointed as the first Maritime Sector Lead.
Ø Steve began the process of bringing together diverse industry interests. We worked together to found the Washington Maritime Federation. That Association of Associations (as we called it) took the first steps to find more productive communication channels with industry.
Ø When I came into this role in 2015, we started with finding a common vision for the industry and shared values with the broader community.
Ø We all agreed that we wanted a “world-class, thriving and sustainable maritime industry built on the values of the Blue Economy” – a growing maritime economy, healthy ecosystems, and resilient communities.
Ø Once that agreement was in place we began setting goals, finding models and examples, and committing our plans to action.

[4] Maritime Blue is just getting started, but can you comment on the long-term vision?

Ø I’m proud of the work we did to ensure that the strategy we developed with all of these diverse stakeholders is more than a plan on a shelf.
Ø We were very intentional to put in place accountability to the plan.  The most effective tool we’ve seen is the cluster organization. Following the model of public-private partnership, the cluster model supports and requires these key elements to work together to accelerate innovation and support entrepreneurship. 
Ø We launched an independent cluster organization whose mission is to implement Washington State’s Strategy for the Blue Economy.
Ø Over the long term, we expect the cluster will gain further traction and momentum by attracting investment, creating jobs, supporting a culture of entrepreneurship and competitive cooperation, and building bridges to communities that are otherwise affected or underrepresented.

[5] How do you see it impacting the maritime community in the region?

Ø This cluster model, or technology based economic development, is a new concept for many in the US and most certainly in our maritime sector. It is different than a trade association in that the focus is really on projects versus policy. It forces us to look outside of our sector for new ideas and take some risks.  
Ø The world of innovation and entrepreneurship love to use the word “disrupt,”  but as a sailor that is about the worst thing one could say or intend. In maritime, it’s about stabilizing chaos, not encouraging it. There is a balance that we’re trying to tap into; innovation comes from doing things in new ways and “failing fast,” but not upending the industry.  Investors are betting on technologies, but when margins are thin and the capital investments are huge, there is much smaller risk appetite. 
Ø That’s the beauty of the Cluster Organization: it manages the risk. It seeks opportunity, builds bridges, facilitates knowledge sharing, technology transfer, and commercialization of technologies.  If the (little c) cluster of members are collaborative and sharing risk, analysis, and investments, then we are quite literally “raising the hulls of all ships.”

[6] What sorts of services, infrastructure, grants, or other types of support will WA Maritime Blue be rolling out to support startups?

Ø The scope of work of WA Maritime Blue is six fold…. We call them the 6 F’s: Focus, Forums, Forward, Force, Finance, and Facility.
Ø Blue Focus is a communications and marketing campaign. We need to do a much better job telling the story of our sector and our members. We need to reach the tech sector and those in control of risk capital. We need to reach underrepresented communities and learn to communicate with diverse groups.
Ø Blue Forums are open, public knowledge sharing events. This is where we discuss the latest in technological developments, address community issues, or invite new audiences to the working waterfront to learn about the maritime industry.
Ø Blue Forward is where much of the work takes place. This is where we are facilitating Joint Industry Projects, connecting members and research institutions, providing training and business services to include trade missions and cluster-to-cluster connections.
Ø Blue Force creates industry driven workforce development programs.  We are starting with the coordination of the Youth Maritime Collaborative – a group of youth-serving organizations that provide on the water experiences for disadvantaged youths or underrepresented minorities that otherwise do not have access or awareness of the opportunities in  the maritime industry. 
Ø Blue Finance is supporting creation of a Blue Innovation Fund to drive investments in the Pacific Northwest’s maritime industry. We don’t intend to manage a privately capitalized fund but we do intend to encourage it and then offer our network of entrepreneurs and businesses as a investment opportunities, and our members and stakeholders as market experts.
Ø Blue Facility is the development of a Maritime Innovation Center and related programming which will be a focal point for all of the work mentioned above.
Ø With a hub and spoke model out to our more rural maritime communities, this Center will both house accelerator and/or incubator activities, public-facing events, and provide co-working space benefitting all types of our members, from large global firms to local startups.
Ø Although the physical building may be a few years out, we are currently working on recruiting a first round of entrepreneurs for a pilot accelerator program utilizing the existing network of accelerator programs in the area. 

PS: The opinions expressed herein are the author's and not necessarily those of The Maritime Executive.