segunda-feira, 19 de março de 2018

[613] LULA E A ENTREVISTA DIRIGIDA QUE VIROU LIVRO: "A VERDADE VENCERÁ.O POVO SABE POR QUE ME CONDENAM". Editora Boitempo, 16mar2018





 "A Verdade Vencerá. O povo sabe por que me condenam"
Lançado pela Editora Boitempo em São Paulo; 2018-03-16.

LULA e “seu” livro escrito pela equipe Boitempo e colaboradores intelectuais do ex-presidente da República condenado por corrupção:
Camilo Vannuchi; Eric Nepomuceno; Gilberto Maringoni; IVANA JINKINGS*,  Juca Kfouri; Luis Felipe Miguel; Luis Fernando Verissimo; Luiz Felipe de Alencastro; Maria Inês Nassif; 
Rafael Valim.
(* - Boitempo: coordenadora editorial do livro);

https://www.boitempoeditorial.com.br/produto/a-verdade-vencera-784


A ENTREVISTA DE LULA QUE VIROU LIVRO:


EDITORA BOITEMPO
"A VERDADE VENCERÁ. O POVO SABE POR QUE ME CONDENAM"

Fonte: EDITORA BOITEMPO
https://www.boitempoeditorial.com.br/produto/a-verdade-vencera-784
Acesso RAS 2018-03-19

[Facebook Ivana Jinkings] camaradas de armas e ex-presidente, depois do primeiro dia de gravação da entrevista com lula que está sendo lançada em livro hoje à noite [16mar2018]; 
Fonte: https://www.facebook.com/events/175433069756481/
a foto é de Ricardo Stuckert: com Maria Inês Nassif, Gilberto Maringoni, Juca Kfouri, Lula e Lula Presidente.

"Não fui eleito para virar o que eles são, eu fui eleito para ser quem eu sou. Tenho orgulho de ter sabido viver do outro lado sem esquecer quem eu era."
Lula

FICHA TÉCNICA DO LIVRO*:
Autor [autor das entrevistas]
Luiz Inácio Lula da Silva [ex-presidente do Brasil de 2003 a 2011]
Apresentação:
Luis Fernando Verissimo
Prefácio:
Luis Felipe Miguel
Textos:
Eric Nepomuceno
Rafael Valim
Orelha:
Luiz Felipe de Alencastro
Coordenadora editorial
IVANA JINKINGS; fundadora e diretora da editora Boitempo.
Co-organizadores:
[Entrevistadores]
Ivana Jinkings
Gilberto Maringoni; professor de relações internacionais
Juca Kfouri; jornalista
Maria Inês Nassif; jornalista
Cronologia da vida do entrevistado
Camilo Vannuchi
Edição
Mauro Lopes
Murilo Machado
Fotografias originais
Ricardo Stuckert; fotógrafo official da presidência nos governos Lula e Dilma Riusseff
Fotografias de acervo de família
Frei Chico
Larissa da Silva
Local das entrevistas
Instituto Lula, em São Paulo, nos dias 7, 15 e 28 de fevereiro [2018].
Páginas
216
Preço
R$ 35,00
Lançamento
São Paulo; 16mar2018.
Fonte
Editora Boitempo e outras fontes
https://www.boitempoeditorial.com.br/produto/a-verdade-vencera-784

(*) Ficha técnica elaborada por Ronald de Almeida Silva. 


Editora Boitempo:
O livro encontra-se em pré-venda até:16/03/2018

Às vésperas do desfecho de uma guerra jurídica sem precedentes chega às livrarias o livro A verdade vencerá: o povo sabe por que me condenam, do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva

O lançamento se situa em um momento crucial da vida de um dos maiores políticos da história brasileira, na virada de fevereiro para março de 2018, enquanto o país aguarda a decisão do Poder Judiciário sobre sua prisão em decorrência da perseguição movida pela operação Lava Jato.

O coração da obra são as 124 páginas, de um total de 216, que apresentam um retrato fiel do ex-presidente no presente contexto em formato de uma longa entrevista concedida aos jornalistas Juca Kfouri e Maria Inês Nassif, ao professor de relações internacionais Gilberto Maringoni e à editora Ivana Jinkings, fundadora e diretora da editora Boitempo.

Foram horas de conversa aberta e sem temas proibidos, divididas em três rodadas, que aconteceram no Instituto Lula, em São Paulo, nos dias 7, 15 e 28 de fevereiro [2018].

Entre os principais temas discutidos, ganha destaque a análise inédita do ex-presidente sobre os bastidores políticos dos últimos anos e o que levou o Partido dos Trabalhadores a perder o poder após a reeleição de Dilma Rousseff. Lula também fala sobre as eleições de 2018 e suas perspectivas e esperanças para o País.

Organizada por Ivana Jinkings, com a colaboração de Gilberto Maringoni, Juca Kfouri e Maria Inês Nassif – e edição de Mauro Lopes –, a obra traz ainda textos [adicionais] de Eric Nepomuceno, Luis Fernando Verissimo, Luis Felipe Miguel e Rafael Valim.

Além disso, a edição é acrescida de uma cronologia da vida de Lula, organizada pelo jornalista Camilo Vannuchi, texto de capa do historiador Luiz Felipe de Alencastro e dois cadernos com fotos históricas, dos tempos no sindicato à presidência, passando pelas recentes caravanas e manifestações de rua.



LIVRO: "A Verdade Vencerá. O povo sabe por que me condenam"
Luiz Inácio Lula da Silva, conhecido internacionalmente como LULA, é ex-presidente do Brasil (de 2003 a 2011). Foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT), agremiação da qual hoje é o Presidente de Honra. Condecorado com mais de 300 prêmios e honrarias, dentro e fora do país, foi o primeiro presidente do Brasil originário na classe trabalhadora, o primeiro a não ter curso superior, o único que completou dois mandatos por via democrática sem alteração de regras, e o único eleito a passar o poder para sucessora também eleita pelo voto. É reconhecido em pesquisas de opinião pública como o melhor presidente que o país teve, por 50% da população.
Luiz Inácio Lula da Silva: "autor"
https://www.boitempoeditorial.com.br/produto/a-verdade-vencera-784

EDITORA BOITEMPO:
Rua Pereira Leite, 373 Sumarezinho | 05442-000 São Paulo | SP | BrasilTel.: (11) 3875-7250
Copyright 2017 Boitempo


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ICONOGRAFIA LULA NO FACEBOOK DE IVANA JINKINGS [1]

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1564919760293497&set=a.285027874949365.65067.100003264630377&type=3&theater


IVANA JINKINGS:
no próximo dia 16mar2018 a Boitempo vai lançar "A verdade vencerá", livro do ex-presidente LUIS INACIO LULA DA SILVA. abaixo colo texto da Nota da edição, que explica porque decidimos publicar esta obra, e na sequência colo os links para o livro em nosso site e para o evento. a foto do post (que tb está no livro) é do genial RICARDO STUCKERT.

No dia 24 de janeiro de 2018, em Porto Alegre, o ex-presidente LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA teve julgado seu recurso à condenação por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, proferida pelo juiz federal SÉRGIO MORO

Num jogo de cartas marcadas, três desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4a Região (TRF-4) confirmaram a sentença e ampliaram a pena anterior. Nenhuma prova foi apresentada. 

Do lado de fora, dezenas de milhares de pessoas, na maioria trabalhadores e estudantes, manifestavam apoio ao mais popular líder político que a classe trabalhadora brasileira produziu.

Diante desse processo de destruição das instituições políticas e jurídicas brasileiras e de ameaça à democracia, decidimos publicar este livro, que, de certa forma, sintetiza nossa razão de existir.

A Boitempo é uma editora independente – não faz parte de nenhum grande grupo empresarial nem é vinculada a partido político, movimento social ou instituição religiosa – e tem como única fonte de renda os livros que publica. 

Em duas décadas de existência, buscamos articular as necessidades de sobrevivência com uma linha editorial comprometida com o pensamento crítico. 

Não publicamos obras de autoajuda, livros didáticos nem fast-food literário. Não buscamos confortar ilusoriamente as pessoas. Tornamo-nos reconhecidos por oferecer aos leitores edições bem-cuidadas de obras de alta qualidade, escritas por autores progressistas das mais diversas tendências – muitas delas com críticas consistentes a posições e à gestão do PT no poder.

Não apoiamos – como empresa [Boitempo] – este ou aquele candidato.

Mas temos consciência de que o Brasil vive uma escalada de intolerância e preconceito, potencializada pelo golpe de abril de 2016. A ruptura institucional tem agora uma pedra angular, a eventual prisão do ex-presidente Lula. Independentemente de concordar ou não com sua personalidade política ou sua conduta no governo, entendemos que a perseguição a ele transcende em muito uma questão individual ou partidária. 

Diante de uma das raras lideranças brasileiras de porte global, a Justiça brasileira vem amesquinhando seu papel de guardiã do Estado de direito e da Constituição e contribuindo para o estreitamento do espaço democrático. 

Encarcerar Lula – uma possibilidade real neste momento – significa lançar o país em uma aventura autoritária que envolve perdas de direitos da população – especialmente dos mais pobres –, concentração de renda, regressão econômica e aviltamento da soberania nacional.

Com essa convicção profundamente democrática e cidadã, lançamos este livro também para dizer que não queremos o Brasil projetado pelas forças obscurantistas que tomaram o governo de assalto. É nosso esforço para a mudança e um ato de resistência cultural.
•••
Na quarta-feira, 31 de janeiro deste ano [2018], fui conversar com Lula em seu escritório, no bairro do Ipiranga, em São Paulo. Recebeu-me pontualmente para uma conversa que deveria durar trinta minutos, mas se prolongou por duas horas e meia. 

Falamos de tudo: do processo movido contra ele, da vida, de livros e, claro, de minha proposta de colher dele um depoimento que se tornasse livro. Pediu-me um tempo para pensar e conversar com seus advogados. Dois dias depois, telefonou e disse: “Vamos fazer!”.

A partir daí, criou-se uma força-tarefa para a montagem da edição, incorporando autores dos textos complementares e a equipe de entrevistadores. Nos encontros que se seguiram, o ex-presidente mostrou-se aberto e não evitou responder nenhuma pergunta – talvez nunca tenha havido uma entrevista em que se desnudasse tanto. 

O resultado, os leitores poderão conferir no volume que ora apresentamos. Alguns agradecimentos são necessários. 

Aos entrevistadores – MARINGONI GILBERTO, JUCA KFOURI e MARIA INÊS NASSIF –, companheiros solidários desta curta e intensa jornada; 

a JOSÉ CHRISPINIANO, MARCO AURELIO RIBEIRO, RICARDO STUCKERT, PAULO OKAMOTO e CLAUDIA TROIANO, do INSTITUTO LULA, que se desdobraram para viabilizar os encontros e as gravações; 

aos autores dos demais textos que compõem este volume – LUÍS FERNANDO VERÍSSIMO, LUIS FELIPE MIGUEL, ERIC NEPOMUCENO, RAFAEL VALIM e LUIZ FELIPE DE ALENCASTRO –, colaborações essenciais e feitas em tempo recorde; 

a MAURO LOPES, responsável pela hercúlea tarefa de transcrever (com MURILO MACHADO) e editar a entrevista; 

a FREI CHICO e LARISSA DA SILVA, que nos cederam as fotos do arquivo da família; e, finalmente, 

agradeço à equipe da Boitempo. Não fosse a dedicação desse time sem igual, este livro não estaria pronto neste momento dramático da vida nacional, que exige mais que nunca a unidade das forças progressistas.

São Paulo, 8 de março de 2018




ICONOGRAFIA LULA NO FACEBOOK DE IVANA JINKINGS [2]

facebook Ivana jenkins; 24jan2018
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1517576971694443&set=a.285027874949365.65067.100003264630377&type=3&theater




ICONOGRAFIA LULA NO FACEBOOK DE IVANA JINKINGS [3]

facebook Ivana jenkins; 28ago2017; goste-se ou não dele, esta foto (e a caravana pelo nordeste como um todo) impressiona, e muito... — com Lula.
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1383015935150548&set=a.285027874949365.65067.100003264630377&type=3&theater




ICONOGRAFIA LULA NO FACEBOOK DE IVANA JINKINGS [4]

facebook-Ivana Jinkings: post de Camilo Vannuchi; 17mar2018
Nos muitos atos com o presidente Lula aos quais estive presente, sempre olhei com admiração para as pessoas que formavam o palco. Ali, junto com ele, costumam ficar valentes ativistas, artistas preocupados, intelectuais resistentes, políticos compromissados.
Ontem foi também um dia de vaidade. Pela primeira vez, estive no palco. E estive em razão daquilo que me é mais caro: a publicação de um tex... Ver mais
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10215800722912961&set=a.1783306224377.100551.1291125341&type=3&theater





ICONOGRAFIA LULA NO FACEBOOK DE IVANA JINKINGS [5]

 momento feliz após jantar com marisa letícia, há pouco mais de um ano. — com Tata Amaral, Fernando Morais, Karl Marx, Leonardo Padura Fuentes, Lula, Fernando Haddad e Marisa Letícia Lula da Silva.
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1183319315120212&set=a.285027874949365.65067.100003264630377&type=3&theater






Sobre Ivana Jinkings
Foto facebook Ivana Jinkings
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1420726938046114&set=a.191290240989796.40343.100003264630377&type=3&theater
Nota RAS: Na página pessoal de Ivana Jinkings no Facebook não há informação alguma sobre contatos; formação acadêmica; estado civil; idade; endereços; trabalho e educação.
Só há menção sobre onde morou (Belém e São Paulo) e que tem uma sobrinha chamada Mayra Jinkings!!!

Texto Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ivana_Jinkings
Acesso RAS 2018-03-19

IVANA JINKINGS (Belém1961) é uma editora brasileira
Fundou e dirige a editora Boitempo, de São Paulo, e a revista Margem Esquerda.
É filha de Maria Isa Tavares e Raimundo Jinkings, intelectual e dirigente comunista que criou a primeira Boitempo, em Belém, nos anos 1960.
Coordenou, com Emir Sader, Carlos Eduardo Martins e Rodrigo Nobile, a Latinoamericana: enciclopédia contemporânea da América Latina e Caribe, obra publicada pela Boitempo Editorial e que ganhou o prêmio Jabuti de Melhor Livro de Ciências Humanas[1] e o de Melhor Livro de Não-Ficção em 2007. É uma das autoras de Edward Said: trabalho intelectual e crítica social (Casa Amarela, 2005), co-autora, com João Alexandre Peschanski, de As utopias de Michael Lowy - reflexões sobre um marxista insubordinado (Boitempo, 2007) e autora de artigos em diversas publicações (como revista Margem Esquerda, jornal Brasil Agora, sites Carta Maior, Digestivo Cultural e outros).
Organizou seminários Margem Esquerda sobre a obra de pensadores como Michael Löwy e István Mészáros, organizou a vinda ao Brasil de intelectuais como Slavoj Zizek, Giorgio Agamben, Perry AndersonGöran TherbornDomenico Losurdo, entre muitos outros.
Coordenou também o I Curso Livre Marx e Engels, em 2008, o Seminário Internacional 'A crise vista pelos marxismos do século XXI' (em parceria com a CPFL Cultura, em 2009) e participa da coordenação do ciclo 'Tópicos utópicos' (numa parceria com a Secretaria de Cultura Municipal de Fortaleza).
É membro da Alliance des éditeurs indépendants, com sede na França, e foi uma das fundadoras da Liga Brasileira de Editores (Libre).

OBRAS ORGANIZADAS
Latinoamericana - enciclopédia contemporânea da América Latina e do Caribe (Boitempo Editorial, 2006.)
As utopias de Michael Löwy - reflexões sobre um marxista insubordinado (com João Alexandre Peschanski, Boitempo Editorial, 2007.)
István Mészáros e os desafios do tempo histórico (Boitempo Editorial, 2011.)
As armas da crítica (Boitempo Editorial, 2012.)

REFERÊNCIAS
«Melhor Livro de Ciências Humanas». Prêmio Jabuti. 2007. Consultado em 6 de dezembro de 2008

LIGAÇÕES EXTERNAS
Boitempo www.boitempoeditorial.com.br

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AVISO AOS NAVEGANTES!
NOTAS DO EDITOR do Blog Ronald.Arquiteto e do Facebook Ronald Almeida Silva:

[1] As palavras e números entre [colchetes]; os destaques sublinhados, em negrito e amarelo bem como nomes próprios em CAIXA ALTA e a numeração de parágrafos – se presentes nos textos ora publicados - NÃO CONSTAM da edição original deste documento (mensagem, artigo; pesquisa; monografia; dissertação; tese ou reportagem). Os mencionados adendos ortográficos foram acrescidos meramente com intuito pedagógico de facilitar a leitura, a compreensão e a captação mnemônica dos fatos mais relevantes da mensagem por um espectro mais amplo de leitores de diferentes formações, sem prejuízo do conteúdo cujo texto está transcrito na íntegra, conforme a versão original.

[2] O Blog Ronald Arquiteto e o Facebook RAS são mídias independentes e 100% sem fins lucrativos pecuniários. Não tem anunciantes, apoiadores, patrocinadores e nem intermediários. Todas as publicações de textos e imagens são feitas de boa-fé, respeitando-se as autorias e respectivos direitos autorais, sempre com base no espírito e nexo inerentes à legislação brasileira, em especial à LEI-LAI – Lei de Acesso à Informação nº 12.257, de 18nov2011. O gestor das mídias RAS nunca teve e não tem filiação partidária e nem exerce qualquer tipo de militância político-partidária.

[3] A eventual republicação de matérias de sites e blogs que vedam a retransmissão de suas publicações deve ser considerada como ato proativo não doloso de desobediência civil (tipo Soft Wikileak) em favor da Transparência Total e da Melhor Democracia na comunicação privada e pública, no espírito e com base na LEI-LAI, visando apenas ampliar o universo de internautas que buscam informações gratuitas na rede mundial.

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RONALD DE ALMEIDA SILVA
Rio de Janeiro, RJ, 02jun1947; reside em São Luís, MA, Brasil desde 1976.
Arquiteto Urbanista FAU-UFRJ 1972 / Registro profissional CAU-BR A.107.150-5
Blog Ronald.Arquiteto (ronalddealmeidasilva.blogspot.com)
Facebook ronaldealmeida.silva.1



quinta-feira, 1 de março de 2018

[612] VIOLÊNCIA versus SEGURANÇA PÚBLICA: UMA INTERVENÇÃO FEDERAL MILITAR DE ALTO RISCO NA SEGURANÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. Ronald Almeida; REVISADO 03mar2018


REALITY SHOW “MISSÃO IMPOSSÍVEL” 2018.
By MICHEL TEMER Produções Ilimitadas.

UMA INTERVENÇÃO FEDERAL MILITAR DE ALTO RISCO NA SEGURANÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO.

Ronald de Almeida Silva
Arquiteto Urbanista, carioca da safra de 1947.

Mapa da Violência no Brasil

AVISO AOS NAVEGANTES:

Há uma enorme e trágica probabilidade de desmoralização das Forças Armadas perante as facções do Crime Organizado (e do Crime Desorganizado) no Rio de Janeiro e, de tabela, por efeito dominó político, em todos os demais estados da federação.

A Intervenção Federal Militar by TEMER (presidente acusado pelo Ministério Público Federal de participar de várias ações criminosas simultâneas) parece ter nascido sob o efeito da talidomida, um medicamento sedativo, anti-inflamatório e hipnótico, que se tomado por mulheres grávidas, pode capaz causar a má formação de fetos e gerar crianças com deficiências físicas monstruosas, como ocorreu na década de 60 no Brasil.

Sob a égide de Operação Militar milagrosa, mitigada e de curtíssimo prazo, por limitações e restrições de toda ordem (orçamentárias, políticas, estratégicas, territoriais, tecnológicas, intelectuais, logísticas, de tempo e até do ponto vista humanitário) a Intervenção Federal na Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro corre seríssimo risco de se tornar o maior fiasco das Forças Armadas e do Governo Federal (e de qualquer outro tipo de governo ou comando) desde a descoberta do Brasil em 1500.

Destacamos aqui algumas das principais razões e evidências nacionais para a Morte Anunciada da Intervenção Federal Militar by TEMER, deflagrada em 16fev2018:

1)    As Organizações (Facções) Criminosas – O.C. - só dominam e mantêm ciosamente essa dominação sociopolítica e territorial há várias décadas no Rio de Janeiro e alhures devidos aos seguinte fatores:

                   i.   A existência de fortes e superlucrativas relações incestuosas com representantes dos Poderes Públicos (policiais civis e militares e membros dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário), condição esta sine que non para a longevidade das O.C., processo que influencia decisivamente (funding) nas eleições de vereadores, deputados e senadores e nas nomeações de delegados da polícia Civil, comandantes de batalhões da PM, diretores de penitenciárias e IMLs e até na escolha de desembargadores nos TJs;

                ii.   A participação direta e indireta de bicheiros - operadores do jogo do bicho e de cassinos clandestinos em todo o Brasil -, tendo como principal base financeira o Rio de Janeiro; São esses contraventores que bancam (com recursos do crime) o maior Carnaval do Mundo, ao custo de centenas de milhões de reais todos os anos;

              iii.   O apoio de financistas privados (capitais nacionais e internacionais), os chamados “banqueiros” que financiam o plantio, o comércio e o tráfico de drogas, de armamentos e de roubos de caixas eletrônicos, cargas e veículos e de sequestros, que faturam bilhões de dólares por ano e repartem lucros com autoridades públicas coniventes;

              iv.   A garantia de manutenção permanente e diuturna do “mercado”: uma imensa e sempre crescente legião de consumidores de drogas (viciados e recreativos) nos 5.570 municípios do país; Enquanto houver a figura do consumidor / usuário / viciado / dependente químico, vai haver a figura do fornecedor / traficante de drogas ilícitas. Se não se erradicar o primeiro personagem - o usuário - , o segundo personagem - o traficante - nunca desaparecerá, por mais que seja preso ou morto. Sempre há um substituto imediato nesse negócio mais lucrativo do mundo: o tráfico de drogas, a base de quase todos os demais crimes violentos. 

                 v.  O apoio de grande parte das famílias das favelas e outras comunidades de baixa renda que se “favorecem” de “benefícios” de toda natureza (ex: alimentos, gás, material de construção, roupas, transportes, bolsas de estudo, proteção, lazer funk, empregos etc.) oferecidos por traficantes e outros criminosos;

              vi.  A corrupção sepsêmica (septicemia congênita) do sistema penitenciário nacional, que se tornou a vista de todos no home office dos líderes das mais perigosas e atuantes facções criminosas, como reconhecem TEMER e o novo Ministro Extraordinário da Segurança Pública, RAUL JUNGMAN;

            vii.  As habilidosas e destemidas bancas de advocacia, contabilidade e engenharia financeira que elaboram as estratégias, as logísticas e operam milhares de redes de lavagem das imensas e inesgotáveis somas de dinheiro sujo que as organizações criminosas apuram diariamente;

2)    A esses 7 fatores primordiais, que por sua histórica complexidade não tem solução estrutural em curto e médio prazos, somam-se a ausência completa de planejamento consistente de longo prazo e o perfil do Interventor e sua equipe, moldado pela ortodoxa escola das forças armadas, onde a ferrenha e obstinada disciplina da tropa permite que bons resultados intramuros aparecerem.

3)    Já no REALITY SHOW DA VIDA REAL, no mundo caótico, desintegrado e desorientado dos serviços estaduais de segurança pública e seus dos campos de ação minados em territórios conflituosos e densamente habitados, um Interventor General e sua tropa são um enorme cardume de peixes fora d’água, ou um “cachorro acuado”, como compara sabiamente o General da reserva ANTÔNIO HUMBERTO MOURÃO.

4)    Esse mesmo general MOURÃO, buscando desbastar o gigantesco biombo da HIPOCRISIA NACIONAL e do OPORTUNISMO POLÍTICO de governantes – TEMER e PEZÃO – e suas bases de apoio, ambos sem credibilidade alguma, declarou de modo objetivo e franco (em 28fev2018):
Ø “O atual modelo de intervenção, que prevê total poder do general WALTER SOUZA BRAGA NETTO para comandar a Segurança Pública e o sistema prisional do Estado, é incapaz de resolver o problema”.

Ø A intervenção no Rio é uma intervenção meia-sola.”

Ø “O BRAGA NETTO não tem poder político, ele é um cachorro acuado no final das contas, não vai conseguir resolver o problema dessa forma e nós (o Exército) só vamos apanhar”.

5)    Além do Rio de Janeiro, a sepse generalizada e a falência múltipla de órgãos dos sistemas de Segurança Pública no Brasil atinge todos os estados e foi resumida pela Secretária de Justiça e Cidadania do Ceará, SOCORRO FRANÇA, em entrevista ao programa Fantástico, TV Globo, em 04fev2018:

"Eu me sinto, na idade que eu estou, 74 anos tomando conta desses 28 mil presos. Sabe como eu me sinto? TENDO ENXUGADO GELO A VIDA INTEIRA", relata. A matéria da TV Globo mostrou crimes filmados por grupos criminosos e divulgou os números de 5.134 mortes no Ceará em 2017. Além dos casos do primeiro mês de 2018, que já chegam a 453 pessoas assassinadas, o pior janeiro em cinco anos. Fonte: O Povo; 05/02/2018.

6)    O general MOURÃO, ao falar com a imprensa, foi além e defendeu que o governador do Estado, LUIZ FERNANDO PEZÃO, também deveria ser afastado, para assegurar ao Interventor General também o poder político-administrativo em toda a máquina de governo fluminense. Sem isso a intervenção nada mais é do que uma reles “meia-sola”!!!

7)    Essa tese defendida pelo general MOURÃO é óbvia e claríssima já que PEZÃO nada mais foi e ainda é do que um coadjuvante, um nefasto Sancho Pança do ex-Governador SÉRGIO CABRAL, o mais criminoso dos ex-governadores de estado no Brasil, hoje preso com 4 condenações penais que somam 87 anos de reclusão em regime fechado, além de várias outras que estão por vir.

Rememorando o fracasso precoce e recorrente das incontáveis medidas e planos anteriores que se diziam ser soluções para o combate à violência e ao crime organizado e olhando o panorama atual da República, o perfil padrão dos parlamentares do Congresso Nacional e de um STF com vários magistrados atuando como bonecos de ventríloquos boquirrotos, pode-se afirmar, como nos filmes de ação mundo afora: “NO BRASIL, O CRIME COMPENSA!”

Portanto, Presidente TEMER, o seu REALITY SHOW da Intervenção Federal Militar (gestada para fazer esquecer a famigerada e pré-derrotada Reforma da Previdência), nada mais é do que que uma “MISSÃO IMPOSSÍVEL”, triste e trágica, sem possibilidade de sequer mostrar os efeitos especiais que a dinâmica série de filmes homônimos nos mostrou desde a primeira cena.

Ao carioca e aos brasileiros em geral, desprotegidos e à mercê de todos os tipos de violência, inclusive econômica e tributária, só resta perceber a farsa e votar com mais consciência e discernimento em outrubro 2018. Senão, vamos repetir o Mito de Sísifo e passar mais algumas décadas nas mãos dos bandidos de rua e dos bandidos de gabinete. Alea jacta est.

RAS; SLZ, MA, 01mar2018.


POSFÁCIO:

A um bom amigo jornalista de grande talento, cultura e perspicácia que ama a cidade e mora no Rio e comentou o meu artigo sobre a farsa da intervenção federal militar no Rio de Janeiro, enviei os seguintes comentários adicionais:

PREZADO AMIGO.
Muito obrigado por sua apreciação ao meu texto sobre a MORTE ANUNCIADA DA INTERVENÇÃO FEDERAL MILITAR (IFM) factoide na (in) SEGURANÇA PÚBLICA no Estado do Rio de Janeiro.

O texto é público pois está disponível no meu Blog Ronald.Arquiteto e no meu Facebook Ronald de Almeida Silva. Portanto, pode ser acessado em todo mundo onde houver internet e enviado a quem tiver interesse em entender o porquê da aparente superioridade do Crime contra a LEI e a Justiça no Brasil.

Sem planejamento prévio, sem efetivos suficientes e sem métodos definidos de combate às raízes dos crônicos problemas a IFM ainda não apresentou resultado algum, não tem metas a cumprir e só se fez presente, até agora, na desvalida capital do estado. Talvez em mais um ou dois municípios da RM-Grande Rio, mas nada = presença zero nos demais 91 municípios também assolados pela epidemia de violência indomável.

Esses comentários são fruto de longa reflexão, de muitas experiências, pesquisas e leituras acumuladas. Meu último trabalho na faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRJ (1972) foi uma avaliação sobre os processos de EXPANSÃO URBANA NO RIO e os modos de ocupação do solo. Isso – de modo sumário - se dava através de 3 vetores principais.
Ø O primeiro vetor, mais corriqueiro e típico do capitalismo financista, o da construção civil e da especulação imobiliária, incluindo os programas e conjuntos habitacionais do BNH e Cohabs;
Ø O segundo vetor, muito raro, um espasmo de planejamento microrregional, para ocupação da vasta planície litorânea compreendida entre a Barra da Tijuca, o Pontal de Sernambetiba e Jacarepaguá conhecida como Baixada de Jacarepaguá, que resultou no Plano Lucio Costa, de 1969;
Ø E o terceiro vetor de expansão, tal como uma hanseníase (lepra) urbanística, incontrolável, fruto de desgoverno e omissão dos poderes públicos e da sociedade, caracterizado pela vertiginosa favelização de morros, florestas e mangues e pela invasão de terrenos ociosos nas periferias de todos os municípios da Região Metropolitana do GRANDE RIO.

Passados 45 anos, quase meio século depois, a Cidade Maravilhosa se transformou em Cidade Mais Criminosa, espantando o mundo inteiro com suas impressionantes cenas dramáticas de violências e degenerescências físicas, políticas e administrativas.

Um exemplo notório: A famosíssima av. Nossa Senhora de Copacabana, nos anos 50/60 a mais refinada rua comercial do Brasil, virou nos anos 2000 uma cloaca social em processo acelerado de decadência econômica e urbanística.

Como há um processo de paralisia cerebral em progressão constante na mente da Silent Majority e da patuléia brasileiras, promovido pela incompetência e oportunismo das Grandes Mídias e imprensa de modo geral, é preciso haver pelo menos duas pessoas isentas da doença da ENCEFALOPATIA ESPONGIFORME para que um nanodialogo se estabeleça.

É nesse átomo de discernimento histórico e político que se deve tratar de modo holístico e permanente a questão da VIOLÊNCIA ENDÊMICA e as possíveis soluções de segurança pública em longo, muito longo prazo (30 a 50 anos).

A sociedade criminogênica que se estabeleceu no Brasil desde sua fundação / descoberta é o maior empecilho à Ordem e Progresso e qualquer avanço intelectual significativo no País de MACUNAÍMA.

O espelho mágico dessa sociedade são o nosso Congresso, a nossa Presidência da República e o nosso mais imprudente e caviloso STF de todos os tempos.

Resumindo. O Crime Organizado no Rio de Janeiro, em particular, e no Brasil, de modo geral, só prospera e domina não porque é mais poderoso é forte do que todas as autoridades e entes públicos do país. O Crime Organizado está vencendo a tudo e todos porque funciona como uma espécie de “CONCESSÃO” dos Poderes públicos em todo o país.

O onipresente, submerso e imenso poder paralelo das O.C. para traficar drogas, contrabandear, sequestrar, roubar, intimidar pessoas e comunidades inteiras, violentar e matar – no varejo e no atacado – em todo o Rio de Janeiro, somente é possível com a conivência e envolvimento direto de milhares de agentes de diversos segmentos dos poderes públicos.

No Rio de Janeiro há investigações policiais e ações judiciais que comprovam, inequivocamente, o envolvimento criminoso de agentes públicos de todos os escalões: policiais civis e militares; auditores fiscais; procuradores; parlamentares; secretários municipais; desembargadores; membros do Tribunal de Contas (Presidente e 4 conselheiros presos em 29mar2017); chegando até Governadores e vice-governadores, como no caso da mafiosa dupla SÉRGIO CABRAL FILHO e seu fiel escudeiro LUIZ FERNANDO DE SOUZA PEZÃO;

O Rio de Janeiro é apenas a vitrine mais espetaculosa por sua mística de Cidade Maravilhosa - com os mais belos cenários urbanos e Carnaval carioca, o mais fantástico espetáculo da Terra - e também por ser a sede da TV GLOBO.

A intervenção federal militar no Rio de Janeiro é apenas uma grande farsa proposta por um governo improvisado, comandado por uma OPC - Organização Política Criminosa, que é o MDB, tradicional PMDB, liderado há anos por MICHEL TEMER, a qual nada mais é do que um Comando Vermelho ou um PCC de paletó e gravata e imunidade parlamentar. Mais perigoso e mais longevo e pernicioso do que a facção criminosa do PT.

Até onde iremos com tamanha farsa?


RONALD ALMEIDA.
RAS; SLZ, MA, 03mar2018.

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NOTA DO EDITOR do Blog Ronald.Arquiteto e do Facebook Ronald Almeida Silva:

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RONALD DE ALMEIDA SILVA
[Rio de Janeiro, RJ, 02jun1947; reside em São Luís, MA, desde 1976]
Arquiteto Urbanista FAU-UFRJ 1972
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