quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

[164] FÓRUM CLIMA: Nova Carta Aberta ao Brasil [2015] sobre Mudança do Clima


VISÃO DO FÓRUM CLIMA
AÇÃO EMPRESARIAL SOBRE AS MUDANÇAS CLIMÁTICAS.
Base: 2015



Joaquim Levy, André Trigueiro e Izabella Teixeira no lançamento da Carta Aberta ao Brasil sobre Mudança de Clima – 2015. Foto: Clóvis Fabiano
Joaquim Levy, André Trigueiro e Izabella Teixeira no lançamento da Carta Aberta ao Brasil sobre Mudança de Clima – 2015.
Foto: Clóvis Fabiano

FONTE: PORTAL ENVOLVERDE; 24/08/2015
Por Neuza Árbocz, para o Instituto Ethos


Entregue aos ministros Joaquim Levy e Izabella Teixeira, a CARTA reúne compromissos das empresas com a nova economia e propostas ao governo para a COP-21.

No dia 13 de agosto [2015], em São Paulo, presidentes de grandes grupos corporativos e organizações ligadas à economia de baixo carbono integrantes do Fórum Clima – Ação Empresarial sobre Mudanças Climáticas, realizaram a entrega ao governo federal de um documento oficial de ações de combate às emissões de gases de efeito estufa (GEE). Trata-se da Carta Aberta ao Brasil sobre Mudança do Clima – 2015.
Com articulação do Instituto Ethos, a iniciativa é uma continuidade do esforço iniciado em 2009, quando lideranças empresariais do país, de forma pioneira, redigiram a primeira Carta Aberta, com promessas públicas de redução de GEE. “É importante destacar que as empresas assumem compromissos e não apenas fazem demandas ou exigências às autoridades. A intenção é firmar uma aliança em torno das mudanças necessárias”, ressaltou Jorge Abrahão, diretor-presidente do Ethos, na abertura do evento.
“Antecipar-se a mudanças políticas e regulatórias é um bom negócio. Integrar empresas, governos e a sociedade é a única forma possível de superar os desafios da sustentabilidade”, afirmou José Luciano Penido, da Fibria Celulose, que falou em nome do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS). Essa organização destaca que estamos num momento emblemático: “Um novo acordo climático global será negociado na 21ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas Sobre Mudanças Climáticas (COP 21), em Paris, no fim deste ano. Com esse cenário promissor, é de total importância o papel do setor empresarial no desenvolvimento de novas tecnologias e no apoio a ações inovadoras e mobilizadoras”.
“O Brasil é um dos poucos países onde empresas e governos se juntaram em busca de soluções viáveis para as mudanças climáticas e há consenso da necessidade de mantermos florestas e agricultura equilibradas”, manifestou Roberto Waack, da Amata, em nome da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura. Outros pronunciamentos destacaram a importância histórica da solenidade, que envolveu, pela primeira vez, o responsável federal pelas finanças do país.
“Em 2009, já tivemos a presença da ministra do Meio Ambiente na entrega dos compromissos. Contarmos agora também com Joaquim Levy, ministro da Fazenda, mostra que o Brasil acredita na construção da sustentabilidade de seus processos produtivos”, comentou Ricardo Vescovi, presidente da Samarco Mineração, que, ao lado de outros CEOs de empresas integrantes do Fórum Clima, participou do primeiro painel do evento, mediado pela jornalista Daniela Chiaretti, do jornal Valor Econômico.
O executivo destacou ainda que falta agora garantir a atenção do representante federal da área social. “Dessa forma, alcançaremos o triple bottom line”, disse, em referência ao tripé básico do desenvolvimento sustentável: ações socialmente justas, ecologicamente corretas e economicamente viáveis. “É importante que a sociedade se engaje de forma ativa nas mudanças em curso. Sem a sociedade, não vamos a lugar algum”.
Indagados pela mediadora do debate se, mesmo em face da presente crise econômica, é viável investir em mudanças nas cadeias produtivas, os dirigentes convidados foram unânimes em responder afirmativamente. “Compromissos pela sustentabilidade são para longo prazo”, afirmou Marcelo Araujo, do Grupo Libra. “A única forma de obtermos resultados efetivos é internalizar o conceito de sustentabilidade no modelo de gestão”, declarou Guilherme Loureiro, do Walmart Brasil.
Os empresários seguiram dando exemplos de novas práticas adotadas e os retornos obtidos. “Estamos pesquisando a utilização de algas que se alimentam de CO2 para capturar as emissões de nossas fábricas de cimento e outros processos de inovação”, informou José Édison Franco, da InterCement. “Nossas metas são para, no mínimo 10 anos, acompanhadas mês a mês.” A empresa também planeja aumentar em até 43% a participação de fontes alternativas aos combustíveis fósseis, como pneus e lixo urbano, na queima de suas caldeiras de cozimento do cimento.
“O potencial brasileiro de fortalecer e disseminar novos modelos de negócios é imenso” afirmou Roberto Lima, da Natura. “Para dar só um exemplo, a árvore chamada ucuuba leva nove anos para se tornar adulta, fase em que era cortada e vendida a R$ 9 para ser transformada em cabos de vassoura. Hoje, ela permanece de pé, pois seus frutos rendem quase sete vezes mais às comunidades que os colhem em Belém do Pará para fornecer à nossa fábrica. Nossas pesquisas descobriram que a semente da ucuuba tem alto poder hidratante”, acrescentou.
Presidentes das empresas do Fórum Clima e a jornalista Daniela Chiaretti. Foto: Clóvis Fabiano

Presidentes das empresas do Fórum Clima e a jornalista Daniela Chiaretti. Foto: Clóvis Fabiano

“Em cinco anos, alcançaremos grandes mudanças. A melhor turbina eólica já é fabricada aqui, em Sorocaba (SP). O Brasil tem condições de, em breve, ser fornecedor para a América Latina de equipamentos geradores de energia limpa”, afirmou Wilson Ferreira Júnior, da CPFL Energia.
Os compromissos e a busca voluntária pelas novas práticas são vistos com otimismo, mas também com pragmatismo. As empresas engajadas lembraram que apostam na regulação global do mercado, com taxação para quem produzir sem minimizar os poluentes e incentivos para os que o fizerem. “Mesmo sem essa garantia, as companhias brasileiras reportaram, em 2014, benefícios na ordem de R$ 118 milhões alcançados por medidas de redução de emissões”, observou Antônio Castro, do CDP, iniciativa de coleta de dados que orienta 822 investidores mundiais, responsáveis por U$ 92 trilhões em ativos financeiros.

CENÁRIO GLOBAL
“Precisamos reconhecer o que temos de bom para chegarmos a uma meta realista e eficiente”, declarou o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, ao abrir o segundo painel, que ele dividiu com a ministra Izabella Teixeira, do Meio Ambiente, com a mediação do jornalista André Trigueiro da Globo News. “Temos vantagens comparativas, como nossas florestas, tanto nativas como comerciais. Estamos indo na direção certa”, continuou Levy, que citou a reprecificação de energia e combustível como uma das medidas em curso.
O Ministério da Fazenda está engajado nos cálculos para amparar a definição de metas de redução na emissão de poluentes que possam ser confirmadas pelo Brasil, na próxima reunião das partes do Acordo Climático das Organizações Unidas, que ocorrerá de 30 de novembro a 11 de dezembro de 2015. “Participam desse esforço também os ministérios da Agricultura, de Minas e Energia, do Planejamento e das Relações Exteriores, em conjunto com o Ministério do Meio Ambiente”, completou a ministra Izabella Teixeira, lembrando que o Brasil é o país que mais reduziu suas emissões no planeta, graças à diminuição de desmatamentos. “E fizemos isso de forma voluntária, pois o acordo não coloca metas mandatórias aos países emergentes” disse a ministra.
Izabella declarou que existe uma forte expectativa de que o Brasil tenha um papel de protagonista no encontro de Paris. “Não haverá protagonismo, mas aliança. Esse é o século da aliança e não mais de um único país liderando o processo. Estamos em busca de consenso”, esclareceu ela.
Levy destacou os leilões para contratação de energia solar e eólica como um dos passos importantes na direção de uma economia de baixo carbono. “Há maneiras de usar instrumentos públicos para incentivar a inovação e a sustentabilidade das ações humanas. Queremos planejar com visão ampla”, afirmou.
Para o ministro, a busca por novos modos de produção poderá servir, inclusive, para criar riquezas em áreas necessitadas do país, como as áridas, que reúnem condições ideais para gerar energias limpas. “Para coisa boa não faltam recursos”, finalizou, ao ser indagado sobre incentivos, estímulos e créditos para iniciativas que promovam soluções para os desafios ambientais da atualidade.

Confira a seguir a lista das empresas que até o momento firmaram os nove compromissos da Carta Aberta ao Brasil sobre Mudança do Clima – 2015. O documento também inclui quatro propostas ao governo brasileiro, no âmbito internacional, e cinco no nacional.



Empresas e organizações signatárias da
Carta Aberta ao Brasil sobre Mudança do Clima – 2015



1.       B2M
2.       Braga Nascimento e Zilio Advogados Associados
3.       Braskem
4.       Caderno 360
5.       Carrefour Comércio e Indústria
6.       CBPak Tecnologia
7.       Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc)
8.       Cia. Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM)
9.       CM – Consultoria em Negócios Sustentáveis
10.   Cone – Consultoria e Planejamento
11.   COP 21 em Rede
12.   CPFL Energia
13.   CPFL Renováveis
14.   Ecophalt – Cidadania e Sustentabilidade
15.   Empresa de Gestão Ambiental e Incentivo Acadêmico
16.   Fundação Amazonas Sustentável
17.   Fundação Iguassu
18.   GranBio Investimentos
19.   Grupo Libra
20.   Instituto de Desenvolvimento Sustentável (Idest)
21.   InterCement Brasil
22.   InterCement Participações
23.   Limpgas Tecnologia
24.   Natura Cosméticos
25.   Nextrans Transportes
26.   Nogueira, Elias, Laskowski e Matias Advogados
27.   Odebrecht Agroindustrial
28.   Odebrecht Ambiental
29.   Odebrecht Energia Renovável
30.   Odebrecht Óleo e Gás
31.   Odebrecht Realizações Imobiliárias
32.   Associação Comunitária de Corpo de Bombeiro
33.   Organics News Brasil
34.   Peopleability
35.   Pinheiro Pedro Advogados
36.   RL Higiene
37.   SAMARCO Mineração
38.   Schneider Electric Brasil
39.   Shell Brasil Petróleo
40.   Solabia Biotecnológica
41.   Solua Comercial
42.   Symbiosis Investimentos e Participações
43.   Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia
44.   Vicejo Eventos
45.   Walmart Brasil
46.   Waycarbon



(Instituto Ethos/ #Envolverde)

* Publicado originalmente no site Instituto Ethos.

[163] FORUM CLIMA: Guia Metodológico para Inventário de Emissões de GEE na Engenharia e Construção abril.2013

Guia Metodológico para Inventário de Emissões de GEE na Engenharia e Construção


Grupo de Trabalho da Engenharia e Construção Civil


http://forumempresarialpeloclima.ethos.org.br/o-forum/grupo-de-trabalho-da-engenharia-e-construcao-civil/

Desde a assinatura da CARTA ABERTA AO BRASIL 2009, as empresas Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, OAS e Odebrecht, participantes do Fórum Clima, desenvolvem processos internos de gestão de emissões, incluindo a elaboração e publicação de inventários. Os resultados até então alcançados permitiram constatar alguns efeitos causados pela falta de um alinhamento de metodologia disponível para o setor que atuam – dupla contagem de emissões, categorizações distintas de escopo, diferentes critérios de inclusão/exclusão de fontes e atividades, diferentes formas de publicação.
Comprometidas com o tema e como meio de contribuir para um avanço consistente na prática de inventários e na gestão de emissões em suas áreas de atuação, as quatro empresas formaram em 2011 um grupo de trabalho no âmbito do Fórum Clima. Além de discutir e preparar um guia metodológico específico para o setor de engenharia e construção, o grupo tem como objetivos apoiar empresas do setor na elaboração dos inventários de GEE, subsidiar clientes e governos sobre as peculiaridades do setor e oferecer referência para maior alinhamento e uniformização de critérios adotados, no Brasil e em países onde operam as construtoras brasileiras.

Elaboração de Guia Metodológico para Inventário de Emissões de GEE na Construção
Em março de 2012, o grupo de trabalho contratou uma consultoria para a elaboração do Guia Metodológico para Inventário de Emissões de GEE na Engenharia e Construção e a definição de indicadores para gestão de emissões com base nas metodologias reconhecidas internacionalmente e nas características e peculiaridades inerentes ao setor.
Essa ferramenta tem como propósitos contribuir para avanço do tema de gestão de gases de efeito estufa na engenharia e construção; promover a discussão e convergência de conceitos e metodologias para permitir melhor comparabilidade e clareza nos inventários corporativos de emissões de GEE; auxiliar as empresas do setor na identificação e acompanhamento de indicadores adequados para orientação de seus programas de gestão de emissões; e avaliar a aplicabilidade de indicadores de intensidade carbônica que possibilitem a gestão das emissões considerando cada tipo de obra e suas particularidades.
Como parte da construção desse Guia, em setembro de 2012 o grupo deu início às articulações com importantes atores envolvidos com o tema das mudanças climáticas e inventário de emissões, para se chegar a uma metodologia robusta e com alta credibilidade.


Conheça o Guia Metodológico para Inventário de Emissões de GEE na Engenharia e Construção clicando aqui

[162] FORUM CLIMA: Observatório de Políticas Públicas de Mudanças Climáticas


Observatório de Políticas Públicas de Mudanças Climáticas


Acesso RAS em 02dez2015

No dia 6 de novembro de 2012, no 3º Seminário Nacional do Fórum Clima, é lançado oficialmente o Observatório de Políticas Públicas de Mudanças Climáticas.

O Observatório é uma iniciativa do Fórum Clima – Ação empresarial sobre as mudanças climáticas, grupo no qual o Instituto Ethos exerce a secretaria executiva. O Observatório tem por objetivo monitorar e informar sobre o andamento das políticas públicas de mudanças climáticas no Brasil. Importante foco do seu trabalho é pensar, problematizar e colaborar para o desafio de Harmonização das Políticas Públicas de Mudanças Climáticas brasileiras.

Em outras palavras, o Observatório pretende contribuir para o avanço da harmonização das iniciativas, programas e ações estaduais e locais (entre si) e em relação à atuação nacional. Com este objetivo são desenvolvidas algumas atividades principais:
(a) atualização das informações a respeito das políticas estaduais de mudanças climáticas por plataforma on line disponível neste site (ver barra de menus Observatório);
(b) gerenciamento de estudos, documentos governamentais e marcos regulatórios, sobre a agenda do clima no Brasil;
(c) comunicação constante sobre as inovações a respeito da agenda do clima no Brasil democratizadas publicamente via posts e newsletter;
(d) atualização e produção de estudos técnicos sobre harmonização das políticas de mudanças climáticas no Brasil;
(e) mobilização das partes interessadas na agenda do clima no Brasil, por meio de parcerias e sinergias construídas com variados atores: empresariado, movimentos sociais, Ministério do Meio Ambiente, Academia, organizações não-governamentais, dentre outros.

Desde a sua criação o Observatório publicou duas edições do estudo
Ø  O DESAFIO DA HARMONIZAÇÃO DAS POLÍTICAS PÚBLICAS DE MUDANÇAS CLIMÁTICAS (Volumes I e II) e,*
Ø  Neste último trabalho é feito um mapeamento de iniciativas estaduais de adaptação, visando contribuir para a formulação do Plano Nacional de Adaptação.

No mapa disponibilizado é possível consultar, clicando em cada Estado, informações sobre as iniciativas locais de adaptação e de mitigação que foram mapeadas pelos três estudos.



(*) Créditos: Página 2
O Desafio da Harmonização das Políticas Públicas de Mudanças Climáticas – Volume II é uma publicação do Fórum Clima – Ação Empresarial sobre Mudanças Climáticas, distribuída gratuitamente.

Realização
Fórum Clima Ação Empresarial sobre Mudanças Climáticas
Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social
Rua Dr. Fernandes Coelho, 85 - 10º andar Pinheiros 05423-040 São Paulo, SP Tel.: (11) 3897-2400

Empresas Participantes do Fórum Clima e Patrocinadoras
1.       Alcoa Alumínio,
2.       Banco Santander,
3.       Camargo Corrêa,
4.       Construtora Andrade Gutierrez,
5.       CBMM,
6.       Companhia Siderúrgica Nacional (CSN),
7.       CPFL Energia,
8.       Grupo Votorantinm,
9.       Natura Cosméticos,
10.    OAS,
11.    Odebrecht,
12.    Polimix,
13.    SAMARCO Mineração,
14.    VALE e
15.    Walmart Brasil

Organizações Participantes do Fórum Clima
Fórum Amazônia Sustentável,
Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social e
União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica)

Pesquisa e Redação
Juliana Speranza, do Núcleo de Economia Socioambiental (Nesa), da Universidade de São Paulo (USP), coordenado pelo professor Ricardo Abramovay

Coordenação
Caio Magri e Flávia Resende (Instituto Ethos)

Coordenação Editorial
Benjamin S. Gonçalves (Instituto Ethos)

Edição e Revisão Márcia Melo Projeto e Produção Gráfica Felipe Martins (Art4Design)

São Paulo, dezembro de 2013


É permitida a reprodução desta publicação, desde que citada a fonte, com autorização prévia do Fórum Clima e indicando que se trata de uma versão preliminar. Seu conteúdo é de responsabilidade dos autores.